Reinventar a forma de ser e estar em comunidade
Vivemos um tempo em que muitos dos desafios sociais, ambientais e econômicos têm uma mesma origem: o enfraquecimento das relações entre as pessoas, os territórios e a natureza. Acreditamos que enfrentar esses desafios exige mais do que soluções técnicas. Exige reinventar a forma como vivemos em comunidade.

Nossa atuação inspira-se em quatro grandes referenciais
Acreditamos que transformar um território começa por transformar as relações que nele acontecem.Por isso, buscamos criar espaços onde pessoas, instituições e comunidades possam aprender juntas, cooperar, cuidar umas das outras e construir soluções capazes de gerar prosperidade compartilhada.
Agroecologia — orienta a forma de produzir conhecimento, alimento e relações.
Bem Comum — orienta a governança e a responsabilidade coletiva.
Soluções Baseadas na Natureza (SbN) — orientam as estratégias para enfrentar desafios socioambientais.
Regeneração — expressa a visão de futuro da organização: comunidades que restauram pessoas, territórios e ecossistemas.
Esses princípios orientam nossas iniciativas em educação ambiental, cultura, infância, desenvolvimento comunitário, fortalecimento institucional, gestão participativa, regeneração dos territórios e promoção dos direitos humanos. Mais do que realizar projetos, queremos cultivar comunidades vivas, resilientes, regenerativas e comprometidas com a construção de um futuro melhor para todos.
Marco Legal, Agroecologia e Políticas Públicas
A agroecologia consolidou-se no Brasil a partir da década de 1980, impulsionada por agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, movimentos sociais, organizações da sociedade civil, universidades e instituições de pesquisa que buscavam alternativas aos impactos sociais e ambientais do modelo agrícola baseado na monocultura, no uso intensivo de insumos químicos e na degradação dos ecossistemas.
Ao longo das décadas de 1990 e 2000, essas experiências se fortaleceram por meio da criação de redes de agroecologia, da ampliação da pesquisa científica, da valorização dos conhecimentos tradicionais e da implementação de políticas voltadas à agricultura familiar, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o fortalecimento da alimentação escolar. Esse processo evidenciou a necessidade de integrar diferentes políticas públicas em uma estratégia nacional voltada à produção sustentável de alimentos.
Em resposta a essa demanda, foi instituída, em 2012, a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO), por meio do Decreto nº 7.794. A política passou a orientar ações governamentais voltadas à transição agroecológica, à produção orgânica, à conservação da biodiversidade, ao uso sustentável dos recursos naturais, ao fortalecimento da agricultura familiar e à promoção da segurança e da soberania alimentar.

Articulação e fortalecimento territorial

Organização e realização da 1ª Conferência Livre de Meio Ambiente da cidade de Paudalho, realizada em 18 de janeiro de 2025, a 1ª Conferência Livre de Meio Ambiente de Paudalho integrou o processo preparatório da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A conferência foi organizada pela sociedade civil, em parceria com instituições de ensino, organizações socioambientais e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com o objetivo de ampliar a participação da população na construção de propostas para o enfrentamento da emergência climática.
O evento reuniu 75 participantes, entre moradores, estudantes, pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes de organizações locais. Os debates foram estruturados em cinco eixos temáticos: Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Justiça Climática; Transformação Ecológica; e Governança e Educação Ambiental.
Ao final dos grupos de trabalho, foram elaboradas 28 propostas voltadas às necessidades do município, abrangendo temas como transição agroecológica, conservação da Mata Atlântica, corredores ecológicos, pagamento por serviços ambientais, prevenção de desastres, fortalecimento da educação ambiental, reativação do Conselho Municipal de Meio Ambiente e ampliação da participação social na gestão ambiental. Destas, dez propostas foram encaminhadas às etapas estadual e nacional da conferência.
A conferência demonstrou a capacidade de articulação entre diferentes setores da sociedade para discutir prioridades ambientais do território e produzir contribuições técnicas e participativas para a formulação de políticas públicas.
Diálogos e formação de rede: educação, arte e agroecologia em ação
Acreditamos na potência dos encontros, no reconhecimento do poder que temos juntos e na importância da participação social como forma de superação das desigualdades e conquista de direitos. Como diria Paulo Freire, “o diálogo é este encontro dos seres humanos, mediatizados pelo mundo, para pronunciá-lo”. Afinal, “ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os seres humanos se libertam em comunhão”.

13° CBA 2025
Troca de experiências entre agricultores e co-produtoras das CSAs de Manaus, São Paulo, Minas Gerais e pesquisadores de Economia Criativa e Regenerativa da Universidade Federal de Santa Catarina

Articulação com Poder Público
Promoção da garantia de direitos envolvendo Universidade, Comunidades tradicionais, Movimentos Sociais e Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário

Eleição e Posse do CONDEMA Paudalho
A Associação Epicentro Terra Viva compõe o CONDEMA – Conselho de Meio Ambiente da cidade do Paudalho/PE, mandato 2026-2027
Soberania alimentar, Manejo agroflorestal e Agricultura familiar
Pilares para a construção de territórios mais resilientes, justos e sustentáveis. Juntos, promovem a regeneração dos territórios, valorizam quem produz e fortalecem a autonomia das comunidades.


Soberania Alimentar
Garante às comunidades o direito de produzir, escolher e consumir alimentos saudáveis, culturalmente adequados e obtidos por meio de práticas sustentáveis.

Manejo agroflorestal
Recupera os processos naturais, aumenta a biodiversidade e concilia produção de alimentos com conservação ambiental

Agricultura familiar
Fortalece as economias locais, preserva conhecimentos tradicionais e desempenha um papel estratégico no abastecimento alimentar.